Semana verde agita COC Vila Yara


Na semana de 27 a 30 de outubro, os alunos do COC Vila Yara participaram de uma experiência muito interessante. Trata-se da Semana Verde, evento que contou com a presença de ativistas do Greenpeace, e que proporcionaram aos jovens do Ensino Médio a oportunidade de refletirem sobre as reais condições do planeta, atualmente.
A aluna do 3º ano, Tamara Cristina de Souza Costa, que se tornou ativista do movimento em 2009, selecionada entre mais de 250 voluntários foi quem intermediou o agendamento. Foi dela a palestra de abertura do evento sobre “mudança Climática”.
Tamara também integra o V.A.C.A. - Visão Ampla da Conscientização Ambiental, como é popularmente conhecido o CEI – Centro de Interesse Ambiental mantido pelo Colégio COC, e coordenado pela professora Angélica Pastori. A programação começou na terça-feira, que além da citada palestra, houve também  a exibição de um clip do Greenpeace e de um DVD com a campanha desse ano sobre “aquecimento global”; com o silk de camisetas no laboratório de química do colégio; e com um caloroso debate entre os professores Ameba, de Química, e Alê, de Biologia.
Na quarta-feira foi a vez de a garotada participar de jogos ecológicos. Após essa atividade, um banner gigante foi aberto no pátio da escola, onde os alunos puderam assinar um pedido ao presidente Lula, para seu comparecimento ao COP15, conferência das partes realizada pela ONU, que acontece em dezembro desse ano, em Copenhague, Dinamarca. O debate desse dia foi promovido pelos professores Diego de História, e Adriana, de Biologia.
Já na quinta, foi a vez de a Sala Verde atrair a atenção. Uma sala escura e aromatizada; ouvia-se o  som de água, de pássaros, e ao mesmo tempo o som de uma serra elétrica e barulhos da cidade. Um vídeo produzido pelo V.A.C.A. fechou essa atividade, que foi seguida novamente pelo Silk, no laboratório de química, e pelo debate,  com a participação  da professora  Angélica, de Geografia.  A Sala Verde se repetiu na sexta, com a exposição do banner e novamente a apresentação do DVD com a campanha do Greenpeace. Nesse dia, quem debateu foram os professores Rui, de Geografia, e Danilo, de Química.
Entenda o que é a COP15 - A COP-15, 15ª Conferência das Partes, realizada pela UNFCCC – Convenção - Quadro das Nações Unidas sobre Mudança do Clima, de 7 a 18 de dezembro deste ano, em Copenhague (Dinamarca), vem sendo esperada com enorme expectativa por diversos governos, ONGs, empresas e pessoas interessadas em saber como o mundo vai resolver a ameaça do aquecimento global à sobrevivência da civilização humana.
Não é exagero. De acordo com o 4º relatório do IPCC – Painel Intergovernamental de Mudanças Climáticas, órgão que reúne os mais renomados cientistas especializados em clima do mundo, – publicado em 2007, a temperatura da Terra não pode aumentar mais do que 2º C, em relação à era pré-industrial, até o final deste século, ou as alterações climáticas sairão completamente do controle.
Para frear o avanço da temperatura, é necessário reduzir a concentração de gases de efeito estufa na atmosfera, já que são eles os responsáveis por reter mais calor na superfície terrestre. O ideal é que a quantidade de carbono não ultrapassasse os 350ppm, no entanto, já estamos em 387ppm e esse número cresce 2ppm por ano.
Diminuir a emissão de gases de efeito estufa implica modificações profundas no modelo de desenvolvimento econômico e social de cada país, com a redução do uso de combustíveis fósseis, a opção por matrizes energéticas mais limpas e renováveis, o fim do desmatamento e da devastação florestal e a mudança de nossos hábitos de consumo e estilos de vida. Por isso, até agora, os governos têm se mostrado bem menos dispostos a reduzir suas emissões de carbono do que deveriam.
No entanto, se os países não se comprometerem a mudar de atitude, o cenário pode ser desesperador. Correremos um sério risco de ver a floresta amazônica transformada em savana; rios com menor vazão e sem peixes; uma redução global drástica da produção de alimentos, que já está ocorrendo; o derretimento irreversível de geleiras; o aumento da elevação do nível do mar, que faria desaparecer cidades costeiras; a migração em massa de populações em regiões destruídas pelos eventos climáticos e o aumento de doenças tropicais como dengue e malária.
A Convenção vai trabalhar com o princípio das responsabilidades comuns, porém diferenciadas. Isso significa que os países industrializados, que começaram a emitir mais cedo e lançam uma quantidade maior de CO2 e outros gases de efeito estufa na atmosfera em função de seu modelo de crescimento econômico, devem arcar com uma parcela maior na conta do corte de carbono. Por isso, a expectativa é de que os países ricos assumam metas de redução de 25% a 40% de seus níveis de emissão em relação ao ano de 1990, até 2020.
Os países em desenvolvimento, por sua vez, se comprometem a reduzir o nível de emissões, fazendo um desvio na curva de crescimento do “business as usual” e optando por um modelo econômico mais verde. É isso o que fará com que Brasil, Índia e China, por exemplo, possam se desenvolver sem causar impacto ao clima, diferentemente do que fizeram os países ricos.
Engana-se quem pensa que as decisões tomadas na COP-15 substituirão o Protocolo de Kyoto. Na realidade, paralelamente à Conferência, mas no mesmo espaço, é realizada a 5ª Reunião das Partes do Protocolo de Kyoto, que deve definir quais serão as metas para os países do chamado Anexo I, para o segundo período de compromisso do documento, que vai de 2013 a 2017. Várias das reuniões que ocorrem nos quinze dias de encontro servem, ao mesmo tempo, aos dois eventos.
Até 2012, os países desenvolvidos signatários do Protocolo, devem reduzir suas emissões em 5,2%. Espera-se que os Estados Unidos, que se recusaram a assinar o documento em 1997, tenham uma postura diferente, agora sob a gestão Obama.
 
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